Acervo
Análises de Convencionalidade
A Corte Interamericana condenou o Brasil por não investigar o desaparecimento forçado de membros da Guerrilha do Araguaia durante a ditadura militar, declarando a incompatibilidade da Lei de Anistia com a Convenção Americana de Direitos Humanos. Decisão marco sobre controle de convencionalidade no Brasil.
A Corte IDH condenou o Brasil pelas execuções extrajudiciais e violência sexual ocorridas em duas incursões policiais na Favela Nova Brasília (1994 e 1995), estabelecendo parâmetros para investigação de mortes em operações policiais e qualificando violência sexual por agentes estatais como tortura.
A Corte IDH condenou o Brasil pela tortura e assassinato do jornalista Vladimir Herzog nas dependências do DOI-CODI em 1975, reafirmando a incompatibilidade da Lei de Anistia com a Convenção Americana e a imprescritibilidade de crimes contra a humanidade.
Primeira condenação do Brasil pela Corte IDH. O caso envolveu a morte de Damião Ximenes Lopes em instituição psiquiátrica vinculada ao SUS no Ceará. A Corte estabeleceu parâmetros sobre o dever de cuidado estatal com pessoas em situação de vulnerabilidade institucional.
Sentença que cunhou o conceito de "controle de convencionalidade" — marco fundacional da doutrina que obriga todos os juízes dos Estados-parte a verificar a compatibilidade das normas internas com a Convenção Americana de Direitos Humanos.
Primeiro caso da Corte IDH sobre discriminação por orientação sexual. A juíza Karen Atala perdeu a guarda de suas filhas pela Corte Suprema do Chile por ser lésbica. A Corte IDH reconheceu a orientação sexual como categoria protegida pela Convenção Americana.
A Súmula Vinculante 25 do STF é o principal exemplo de controle de convencionalidade exercido pelo tribunal constitucional brasileiro. Ao proibir a prisão do depositário infiel com base no Art. 7.7 da Convenção Americana, o STF reconheceu a supralegalidade dos tratados de direitos humanos.